Garçom, mais uma, por favor

As mãos ainda trêmulas, culpa das acumuladas bebedeiras dos dias anteriores. Acordo na segunda, ou será que é terça? A ressaca parece não ter fim. Mais uma vez impulsivo, mais uma vez sem limites, mais uma vez pedindo uma saideira atrás de outra. Parece ser impossível deixar o bar. Mais uma vez não rejeitando e sempre dizendo pode encher o copo. Traz a saideira, agora traz a expulsadeira. “Mais uma dose? É claro que eu tô a fim. A noite nunca tem fim, por que a gente é assim?”. A ressaca continua e parece não querer terminar hoje. Nesses dias eu prometo que nunca mais vou beber. Então, a ressaca termina e eu peço: “Garçom, mais uma, por favor.”

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