Ela é de humanas!

Ela é de humanas!
Não trabalha com números
Não quer saber quantos pegou
Nem quantos irá pegar
Ela quer conversar
Sobre ela
Sobre ele
O que gosta, o que faz e o que pretende fazer
Ela quer conversar
Não contar
De exatas
Só se for pra somar

Ela quer se humanizar

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Amar e odiar

Vivemos numa época de conveniências
Amar é difícil
Odiar é fácil
É só começar e o sentimento cresce sozinho
Quando se ama alguém, algo não esperado nos decepciona
Quando se odeia, qualquer erro nos dá razão
Quando se ama há compreensão, pra odiar não precisa de entendimento
O amor não serve pra uma geração de conveniências

O que sobra é o silêncio

Ela gritava
Eu esbravejava
A TV ligada
O Maracanã todo cantava

De repente, tudo estava mudo
Ela ficou em silêncio
Eu fazia eco das suas palavras
O Maracanã lotado
Na TV, estava silenciado

A porta se abriu
O som de fora voltou
A porta bateu
O silêncio novamente reinou

Eu continuava mudo
Ela agora estava no mundo

Inquilino em minha mente

Há um inquilino em minha mente
Um inquilino problemático
Por vezes, desejado
Em outras indesejado

Já tentei expulsá-lo
e retirá-lo
Tentei em vão

Conheci pessoas para me ajudar
a desocupar o lugar
Elas tentaram
e até o ocuparam
Mas quando estava perdendo o lugar
O inquilino voltava

Esses dias
acordei
procurei
e não o encontrei

Fiquei tanto tempo tentando desocupar
Que agora que está vazio
Eu não sei o que fazer